Alexandre Vidal/Fla Imagem e Dhavid Normando/Photocamera
O presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira, (e) e o do Fluminense, Peter Siemsen, tem relação conturbada
VEJA TAMBÉM
As atuais diretorias de Flamengo e Fluminense tem histórico recente de brigas constantes nos bastidores, mas entraram em trégua no último mês para tentar conseguir mudanças no Campeonato Carioca, com direito a ataques diretos e conjuntos à Ferj (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro). Uma nova edição em campo do clássico está marcada para as 16h deste domingo, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro, no Maracanã.
Por outro lado, as provocações públicas devem continuar como ferramenta de marketing, pelo menos do lado tricolor do confronto. O Fluminense pretende investir nas gozações sobre o rival em caso de uma nova vitória no domingo, repetindo o que fez após o triunfo por 3 a 0 sobre o Flamengo, no Carioca.
Na ocasião, o Fluminense chegou a postar em suas redes sociais uma receita de brigadeiro meio amargo onde fazia referência à expressão "deitar e rolar" usada em um vídeo pelo atacante Walter no ano passado, quando ainda defendia o Goiás. O gordinho fez um dos gols tricolores na vitória pelo Carioca sobre o Rubro-negro.
Uma das intenções do marketing tricolor é ressaltar e estimular a rivalidade com o Flamengo, vista como positiva pelo clube. Além disso, o Fluminense aproveita para alfinetar o Rubro-negro, com quem continua não tendo a melhor das relações. Curiosamente, o técnico do time das Laranjeiras Cristóvão Borges não se mostrou o maior fã das brincadeiras.
"Acho que isso [provocações] sempre vai existir entre torcedores. Para nós, não. Queremos ganhar. Provocações deixamos sempre nas arquibancadas. O objetivo é sempre ser campeão e o caminho são as vitórias. É válido entre os torcedores porque o futebol é isso, faz parte e é algo não vai deixar de fazer parte do futebol", disse Cristóvão, que disse não saber das provocações feitas pelo tricolor após o último clássico, época em que ainda estava fora do clube.
Enquanto isso, politicamente, o clima é de relativa paz por causa da união contra a Ferj. Os clubes se uniram em batalha por um Carioca mais compatível com os interesses dos grandes, inclusive com a participação do Vasco, que costuma ser aliado do presidente da federação, Rubens Lopes.
Com uma carta pública direcionada a Rubinho no fim de março, os Flamengo e Fluminense se uniram como oposição ao mandatário da federação. Desde então, os clubes mantém relação estratégica para atuarem em conjunto pelas mudanças desejadas, algo que ainda não foi alcançado.
A rixa entre as duas diretorias começou no ano passado, quando os clubes discutiram publicamente e nos bastidores sobre o preço dos ingressos no Maracanã, os melhores modelos de contrato com o estádio e até mesmo sobre uma suposta má vontade da Procuradoria da Fazenda Nacional com o Fluminense, que acusa o órgão de beneficiar o rival.
Se fora de campo os clubes ainda não resolveram suas diferenças e nem avançaram na empreitada conjunta contra a federação do Rio, dentro dele terão a possibilidade de se enfrentar mais uma vez na tarde de domingo, em mais uma edição do clássico pelo Campeonato Brasileiro.
Nenhum comentário:
Postar um comentário