quarta-feira, 14 de maio de 2014

FLAMENGO

Técnico no Brasil é demitido a cada 6 meses


O mineiro Ney Franco inicia na tarde desta quarta-feira o seu trabalho como técnico do Flamengo

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A gestão Eduardo Bandeira de Mello assumiu o comando do Flamengo há 17 meses. A promessa era reconstruir o clube. Aos poucos, as dívidas foram reduzidas e novos patrocinadores anunciados. Entretanto, os dirigentes ainda derrapam na condução do futebol.

A prova é a alta rotatividade em um cargo chave no clube: o técnico. Com a demissão de Jayme de Almeida e a contratação de Ney Franco, o Fla chegou ao seu quinto treinador no período. A média de permanência de cada profissional é de 100 dias na Gávea. É o exemplo mais bem acabado da alta rotatividade do cargo no futebol brasileiro. Em média, clubes seguram seus treinadores por apenas seis meses na função.

O UOL Esporte levantou dados das atuais gestões dos 20 clubes da Série A do Campeonato Brasileiro. Foram consideradas trocas de Além da média de seis meses e dez dias de permanência, também foi elaborado um ranking com os times com menor prazo de validade para seus comandantes. O Flamengo, que fala em gestão profissional e reconstrução do clube, é o líder, com técnicos durando, em média, 100 dias. A ponta é dividida com o Sport.

No clube pernambucano, Luciano Bivar assumiu a direção em 2013 e se licenciou no início deste ano, quando João Humberto Martorelli herdou o cargo. No período, os técnicos Sérgio Guedes, Marcelo Martelotte, Neco, Geninho e Eduardo Baptista passaram pela Ilha do Retiro.

No Flamengo, mesmo antes da confusão envolvendo Jayme e Ney Franco, três treinadores já haviam passado pela administração Bandeira de Mello. Dorival Júnior, Jorginho e Mano Menezes tiveram períodos curtos de trabalho. Do quarteto anterior ao mineiro Ney, apenas o atual comandante do Corinthians pediu demissão.

"[Essa troca de treinadores] É comum no futebol brasileiro. Futebol é feito de acordo com resultados. Nossa intenção nunca foi essa (rotatividade alta)'', afirmou o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello. "O Dorival Jr não era nosso (técnico) e tinha o salário alto. O Jorginho não teve resultado. O Mano Menezes não foi a nossa vontade. E o Jayme não estava performando.''

Ele não vê contradição no discurso de uma administração mais planejada com as constantes trocas. "O que fazemos de diferente (em relação a outras gestões do Flamengo) é manter os salários em dia, pagar nossos impostos. Ter responsabilidade fiscal.''

Os cinco técnicos em 17 meses por pouco não igualam a criticada condução da ex-mandatária Patricia Amorim. Entre 2010 e 2012, a dirigente teve no comando Andrade, Rogério Lourenço, Silas, Vanderlei Luxemburgo, Joel Santana e o próprio Dorival Júnior.

Dos 20 clubes, Criciúma, Bahia, Figueirense, Coritiba, Internacional, Grêmio e Atlético-PR também mostraram-se terrenos delicados nas gestões atuais. Por lá, trabalhos de treinadores duram menos de seis meses.

Já Botafogo (9 meses), Cruzeiro (9 meses e meio), Atlético-MG (10 meses), Santos (10 meses e meio), Corinthians (13 meses) e Palmeiras (17 meses) apareceram como as instituições nas quais os profissionais têm conquistado maior tempo para desenvolver os projetos. Vitória, Goiás e São Paulo, com gestões de seis meses e meio, entraram na tabela abaixo apenas como referência, sem que o tempo de permanência fosse considerado para o ranking.

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BRASILEIRÃO

Tabela gerada por Central Brasileirão

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